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MOVIMENTO REVOLUCIONÁRIO
8 DE OUTUBRO
Desde do fim do governo militar com a abertura política em 79 até 89 com a consolidação da democracia o MR8 foi perdendo seu rumo ideológico e político e onde não se encontrava mais com um objetivo para não deixar a instituição acabar ele se sentiram obrigados a se vender ao PMDB na campanha eleitoral de 82 como forma de continuar assim passando a ser um braço do PMDB, atualmente o MR8 vem sofrendo alguns rachas internos dano na criação da LOC e outra micro organizações hoje MR8 possui um política de aparelhamento em algumas entidades estudantis e sindicatos como é caso da (UMES-SP , UMES-BH ....) mais o seu poder está acabando cada dia mais 1 e se incorporando ao PMBD ! Calma, não se desiludam completamente... o passado é compensador dessa atual vergonha ideológica/filosófica trraidora.
SEQUESTRO DO EMBAIXADOR
Cinco dias
depois de a Junta Militar assumir o poder no lugar do adoentado
Costa e Silva e endurecer ainda mais as regras do jogo político
no país, militantes do MR8 e da ALN decidiram, numa audaciosa
ação conjunta, sequestrar o embaixador dos EUA no Brasil. E
assim, em 4 de setembro de 1969, Charles Burke Elbrick se
tornaria o primeiro diplomata dos EUA a ser sequestrado em todo o
mundo, e a ação seria a primeira desse tipo realizada na
América do Sul. Elbrick, que substituíra John Tuthill (por sua
vez, substituto de Lincoln Gordon), era um democrata liberal
contrário a ditadura. Mas os EUA estavam por demais envolvidos
com o regime militar brasileiro para que seu embaixador não
fosse a vítima ideal.
Apesar de os revolucionários quase terem pego por engano o embaixador de Portugal, que, pouco antes, passou pelo caminho normalmente percorrido pelo diplomata norte-americano, o sequestro foi bem sucedido. Elbrick acabou sendo trocado por 15 prisioneiros políticos, que no dia 6 de setembro embarcaram para o México. Além da libertação dos companheiros, os guerrilheiros conseguiram divulgar nas rádios e jornais de todo o país um manifesto contra a ditadura, o que despertou a atenção nacional e internacional para sua luta contra os militares (nesse tempo todo e qualquer tipo de mídia estavam censurados).
O segmento do embaixador Burke Elbrick deflagrada uma onda de novas ações da mesma natureza e trocas de prisioneiros, como o caso da VPR entre outras.
HISTÓRICO
O MR-8 originou-se de uma dissidência do PCB no meio universitário do Estado da Guanabara - a DI-GB, que se formou a partir de 1964, separando-se do PCB em novembro de 1966, quando das eleições legislativas realizadas naquele ano - os militantes da DI-GB, ao contrário as orientações do PCB, preconizavam o voto nulo.
Em fevereiro de 1967, a DI-GB realizaria sua I Conferência, constituindo-se como organização e formulando uma linha política e um texto sobre a luta armada. Em 1967, a DI-GB viveria um processo de luta política interna, perdendo militantes para a Corrente do PCB e para os COLINA (Comando de Libertação Nacional). Mas a organização se reergueria em dezembro de 1967 com a II Conferência, definindo nova linha política.
A DI-GB manteria um perfil próprio, ampliando-se consideravelmente no decorrer de 1968 quando teve um papel de destaque nas mobilizações estudantis. Em abril de 1969, a III Conferência definiria a Dissidência como "organização comunista empenhada na guerra revolucionária", datando daí sua participação em ações armadas. Em setembro de 1969, a DI teria papel dominante na concepção e realização do seqüestro do embaixador norte americano, sendo auxiliada na execução da ação por quadros da ALN (Ação Libertadora Nacional). Foi no curso desta ação que a DI adotaria o nome MR-8 com o objetivo de confundir e desmoralizar a repressão que anunciara semanas antes a destruição da mesma organização. O nome, assumido para efeitos propagantísticos, permaneceria desde então.
Apesar de sucessivos golpes da repressão, em 1970, o novo MR-8 ampliou seu trabalho, estabelecendo contatos em fábricas e áreas rurais. Em 1971, dois textos: "Orientação para a prática" e "Como prosseguir", além de outros sobre experiências de trabalho político em áreas rurais e urbanas mostravam uma organização aparentemente sólida. Entretanto, em meados de 1971 e 1972, novos golpes da repressão quase liquidariam a organização obrigando sua direção a recompor no exterior o trabalho do MR-8.